Para a Slow Food, comer deve implicar convivência, cultura e prazer. Estes aspectos fazem a diferença nos projectos educacionais empreendidos.

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A Educação do Gosto é importante na medida em que presta informação sobre todos os aspectos do alimento, desde a origem até ao prato, garantindo a crescente preferência das comunidades pelo alimento bom, limpo e justo.
Ao conhecer o percurso de vida do que ingerem, tanto os adultos como as crianças são tocados pela importância desta combinação maravilhosa de comer com prazer, mas sabendo que as suas escolhas estão a contribuir de forma significativa para a proteção do ambiente, da sociedade e da cultura. Por um mundo melhor.

As feiras internacionais, as refeições comunitárias, os projectos de campanhas ou as oficinas locais, são formas de sensibilização e de redescoberta do gosto original, que revelam interessantes questões alimentares a diversos níveis da vida dos povos.

A desenvolver programas de educação alimentar em mais de 150 países, a Slow Food ministra-os através de acções específicas destinadas a crianças, a professores, aos seus membros ou ao público em geral. Ocorrem nos designados Convívios, nas comunidades do alimento da rede Terra Madre, ou regionalmente, com as associações nacionais, e revestem-se de diferentes características. Há pequenas iniciativas, como visitas a produtores locais, degustações guiadas, jantares com produtores, conversas entre diferentes gerações ou oficinas práticas, e projectos de maior duração, como é o caso dos programas Alimentação ou Hortas Escolares.

Educar para o gosto e conseguir que a mudança aconteça, exige o envolvimento alargado da comunidade. Quando se empreende o programa Hortas Escolares, por exemplo, além dos alunos, outras pessoas vão acabar por ser incluídas. Podem ser os avós, alguma autoridade local, um cozinheiro, os agricultores, etc.. Este grupo expande-se e cria sinergias que se traduzem realmente numa “revolução cultural” Slow Food, impulsionada pelo alimento.

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