Defender a biodiversidade, promover e divulgar a educação do gosto e juntar os co-produtores a quem produz com qualidade, é a missão subjacente a todas as actividades da associação Slow Food.

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Defesa da biodiversidade

Escolher os melhores sabores e preferir a qualidade a cada refeição, é uma prática que deve ser associada à vontade de salvaguardar as espécies vegetais e animais ameaçadas de “extinção”, graças à produção em massa e artificializada pela moderna indústria agro-alimentar e à comercialização das refeições ditas rápidas. Para inverter a tendência e proteger as tradições gastronómicas, a Slow Food opera através da Arca do Gosto, das Fortalezas (apoiadas pela Fundação Slow Food para a Biodiversidade), do Terra Madre e dos Mercados Terra.

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Educação do Gosto

Treinar os sentidos e despertá-los para o prazer de saborear os alimentos, aliando o conhecimento da sua origem até à chegada ao prato, é a forma de ajudar à implantação da filosofia Slow Food. Partilhando esse conhecimento com os associados e as pessoas interessadas, através do Convívio, que apresenta produtos e produtores, dos Laboratórios do Gosto, em que especialistas na matéria demonstram as diferenças em degustações, assim como projectos vocacionados aos mais novos, como o Hortas Escolares, através dos quais praticam e aprendem sobre cultivo e alimentação.
Criada pela Slow Food, a Universidade de Ciências Gastronómicas, garante uma série de cursos multidisciplinares sobre a cultura do alimento, mas constitui também um polo de investigação e inovação do universo científico e académico que se une ao essencial saber dos agricultores.

Juntar produtores e co-produtores

Uma boa forma de pôr em contacto directo quem produz e quem compra, é organizando eventos locais, mercados e feiras, para se dar a conhecer a oferta de produtos existentes, ao mesmo tempo que se fomenta o encontro entre os produtores e co-produtores.
Através da sua rede, a Slow Food aproxima uns e outros durante os eventos, o que acaba por facilitar também a venda directa. Através dos chamados Grupos de Compras, organizados por membros da associação, dos Convívios e, por vezes, directamente pela Slow Food nacional, normalmente dentro da mesma região, os resultados são positivos. Existe ainda o sistema CSA – Comunidade de Suporte à Agricultura, em que os participantes pagam antecipadamente aos produtores, garantindo, assim, o escoamento de produtos.